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sábado, 23 de agosto de 2008

Filme: Fonte da vida

Uma linda história de amor que ultrapassa os séculos. Uma busca obsessiva pela manutenção da vida.

Um filme tocante e extremamente sensível. Mas também controverso. Ou você gosta ou não.

Fiz uma sessão particular na casa de um amigo e ninguém gostou.

Acho que é tudo uma questão de entendimento. Se bem que eu mesmo admito que a história dá margens a algumas interpretações.
O filme tem três momentos distintos.

Começa com um explorador espanhol no século XV prestes a descobrir a lendária Árvore da Vida que cura todos os males e concede a juventude a quem bebe de sua seiva.

Passa rapidamente pra um futuro distante onde um monge viaja numa bolha transparente pelo espaço na companhia de uma árvore em direção a uma estrela moribunda.
Volta pro presente onde um médico faz pesquisas em macacos na intenção de poder curar o tumor que ataca sua própria esposa.As três histórias se alternam durante o filme inteiro indo e voltando até o clímax.

O que liga estas três histórias, a princípio, é o ator Hugh Jackman (o Wolverine do filme dos X-men) que faz todos os três papéis masculinos.

Mas, à medida que o filme avança, percebemos outras ligações entre as histórias.

Além da linda atriz Rachel Weisz (aquelas dos primeiros filmes da Múmia), que faz o papel feminino e também aparece nas três histórias, temos a árvore como elemento constante no filme, além da busca obsessiva dos três homens pela cura e manutenção da vida.Conforme assistimos, obtemos várias pistas de que os três homens podem muito bem ser a mesma pessoa.

É aí que o filme começa a ficar confuso pra maioria das pessoas, pois ao concluir as três linhas narrativas o diretor Darren Aronofsky (autor dos filmes Pi e Requiem para um sonho) provoca interações entre elas que acabam deixando margens a muitas interpretações.

Admito que fiquei confuso e saí do cinema pensativo igual a maioria das pessoas, mas agora penso que o final não podia ser diferente.

Na comunidade do filme no orkut as pessoas discutem algumas destas interpretações. Tem gente que diz que único plano existente é o do médico, sendo os outros dois planos uma interpretação mental criados pelo diretor pra explicar a motivação do personagem.

Na primeira vez que vi o filme, saí do cinema pensando quase isso. Achava que o passado e o suposto futuro seriam uma metáfora pra contar a história de amor do médico pela sua esposa, mas agora que já vi o filme três vezes acho algo um pouco diferente.

Pra mim o passado é mesmo uma metáfora criada pela esposa do médico para retratar a busca frenética do marido por algo que possa salvá-la. Tal qual um cavaleiro explorador fanático faria em devoção a amada sua Rainha.

Já o futuro seria o próprio médico após ter alcançado a imortalidade, mas ainda obsessivo, agora tal qual um monge por sua rotina em busca da iluminação. É aí que o filme acaba, num misto de frustração e desespero que só termina quando ele faz o que sua esposa pedia pra ele há muitos anos atrás.

A iluminação final pode vir das coisas mais simples.
É claro que vocês podem discordar de mim, mas só depois de terem visto o filme, né?

Acima de tudo não passa de uma história de amor com momentos emocionantes e uma linda fotografia, repleta de imagens belíssimas banhadas constantemente por luzes douradas (nas três histórias), além da trilha sonora que me fez chorar em alguns momentos.

Eu recomendo, mas.... será que você gostaria do filme?
Valeu!

Um comentário:

estelasiq disse...

Deve ser muito interessante, pelo menos dá o que pensar.
Pensar... professor... pensar.
Bjs da Tia Téia

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