Se seu comentário não aparecer de imediato é porque eles são publicados apenas depois de serem lidos por mim.
Isso evita propagandas (SPAM) e possíveis ofensas.
Mas não deixe de comentar!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Filme: Te Amarei Para Sempre

Baseado no livro de Audrey Niffenegger, A Mulher do Viajante No Tempo (do qual já falei aqui), a película, que tem Brad Pitt como um dos produtores executivos, é dirigida pelo alemão Robert Schwentke

Te Amarei para Sempre (The Time Traveler´s Wife, 2009), é um filme sensível, melancólico, com passagens de fantasia, e muito romântico.

Henry (Eric Bana) viaja no tempo, mas o faz involuntariamente e nunca controla pra onde vai. Clare (Rachel McAdams) é visitada por ele nessas viagens desde os seis anos e quando finalmente o encontra no tempo presente eles engatam um romance e finalmente se casam, mas sua condição de viajante faz com que nem tudo seja as mil maravilhas.

Roteiro bem adaptado do livro original que chama a atenção por “enxugar” boa parte das passagens de Audrey, que é mestra no detalhamento. Incrivelmente ele ainda consegue mostrar boa parte do que acontece no livro nas sutilezas das imagens.

Destaque para os ganchos do fim que remetem a cenas do início, fechando o filme com maestria.

Grande trabalho de adaptação de Bruce Joel Rubin que destoa do livro pelo fato de ser mais otimista e condescendente em algumas situações.

Não há do que se reclamar do casal de atores principal.

Eric Bana está muito bem como Henry, conseguindo passar todo o sofrimento do personagem na maioria das vezes só pelo olhar. É o grande responsável pela melancolia do filme.

Mas o destaque mesmo fica para a bela Rachel McAdams, extremamente expressiva e verossímil, passando com sucesso o deslumbramento da juventude e sabedoria da maturidade que a personagem vive no filme.
Chama a atenção seus grandes olhos, que o diretor soube usar sem pena.
Acaba se tornando daqueles tipos de mulheres que dá vontade de pegar no colo, fazer carinho e levar pra casa. Paixão imediata.

Belíssima fotografia e direção de arte que apostaram em cores sóbrias e realistas para o tempo presente em contraste com tons mais vibrantes quando Henry viaja no tempo.

Destaque para a locação escolhida para a casa da família de Clare e o bosque que a rodeia.

Grande trabalho dos maquiadores, cabeleireiros e figurinistas por pontuar bem a passagem dos anos através de roupas e cortes de cabelo, principalmente os de Clare.

Trilha sonora original melancólica que tem o piano e violino clássicos como base, cumprindo otimamente bem o seu papel de passar quase despercebida em algumas cenas e emocionar na medida certa em outras.

Direção extremamente competente que usa de pequenos detalhes e movimentos de câmera inventivos e sutis para pontuar passagens importantes.

Três seqüências não me saem da mente.

A primeira é quando Clare acorda na casa de Henry após transarem pela primeira vez. O movimento da câmera que começa em seu rosto e continua rotacionando a visão por cima da cama traduz muitíssimo bem a estranheza e o deslumbramento da personagem.

A segunda é a seqüência que mostra a passagem dos anos na casa do casal. A câmera passeia pelos cômodos da casa, quase que num sentido giratório para mostrar o casal em várias tarefas do dia-a-dia enquanto vai envelhecendo. Tudo isso com cortes escondidos para dar a impressão que foi tudo feito numa mesma filmagem.
A terceira é mais ao fim do filme quando Clare está deitada triste em sua cama. De repente, a “vemos” de cima e um tic-tac de relógio pode ser ouvido ao fundo pontuando o movimento em sentido horário da câmera que registra o fim da cena.

Destaque também para a seqüência final do filme, filmada quase que exatamente como uma das seqüências iniciais, fechando um belo ciclo.

Lindo filme que apesar do título brasileiro água-com-açúcar remete a um romance bem real e que conquista pelo conjunto, te fazendo acreditar que o amor pode sim vencer as barreiras do tempo.

Recomendado!

Valeu!

2 comentários:

Bela disse...

O filme é show! Chorei muito. Mas quando você diz "Acaba se tornando daqueles tipos de mulheres que dá vontade de pegar no colo, fazer carinho e levar pra casa." Como seria esse tipo de mulher? rsrsr! Beijinhos e fui!!!!!!!

ArnalDuda Siqueira disse...

Ora! Uma mulher linda, compreensiva e que sabe fazer aquela carinha de sapeca quando quer alguma coisa.

Valeu!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 
Tweet