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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Filme: Os Homens que Encaravam Cabras

Os Homens que Encaravam Cabras (The Men Who Stare at Goats, 2010) é o filme que adapta o livro de Jon Ronson (que já comentei aqui) para o cinema.

Apesar de levar o mesmo nome do livro, a produção e direção de Grant Heslov faz questão de frisar nos créditos que é apenas inspirado no livro.

Isso fica claro, pra quem leu o livro, por causa da criação de uma trama de ficção que leva ao Iraque pós-guerra onde houve mudança dos nomes ds envolvidos e criação de alguns personagens.

Bob Wilton (Ewan McGregor) é um jornalista americano de cidade de interior que nunca fez grandes reportagens e acaba de ser deixado pela mulher. Num ímpeto, decide ir ao Iraque logo após a captura de Saddam Hussein para provar que pode fazer grandes reportagens. Lá ele encontra Lyn Cassidy (George Clooney), um empreiteiro que havia sido citado por um de seus entrevistados recentes como um ex-soldado paranormal extremamente poderoso.
Acompanha Lyn em suas andanças pelo Iraque e ouve suas histórias sobre como ele foi treinado em seus poderes pelo exército americano no início dos anos 1980 e sobre o misterioso Laboratório de Cabras.

As lembranças de Lyn são contadas em paralelo a trama principal que se passa em 2003 e envolve as confusões que ele e Bob se metem na reconstrução de um país pós-guerra.

O roteiro, escrito por Peter Straughan, consegue ser fiel na adaptação do livro (que consiste só de histórias reais) principalmente nas lembranças de Lyn, ao mostrar a origem da unidade secreta motivada pelo manual de Jim Channon, que no filme recebeu o nome de Bill Django (interpretado por Jeff Bridges), após suas experiências no Vietnã.

Ainda faz boas referências a reconstrução do Iraque com críticas disfarçadas de episódios trágicômicos inspirados em histórias reais contadas por correspondentes de guerra. 

Uma delas é sequência de tiroteio entre mercenários e seguranças contratados que ocorre por engano num posto de gasolina numa cidade iraquiana. Coisas do pós-guerra.

A história, apesar do tom de comédia inspirado no livro original, consegue, da mesma forma que o original, passar realismo. Principalmente ao exibir personagens confiantes demais em suas próprias habilidades que acabam se tornando trágicos por viver num mundo em que essas habilidades não funcionam muito bem.

George Clooney mostra que não perdeu o tom de comédia impressionando com suas múltiplas expressões e olhar vidrado de alguém que todos considerariam louco. Ótimo ator.

Ewan McGregor faz o papel do jornalista (que também narra a história) e é claramente baseado no escritor Jon Ronson. Apesar de não ser empolgante, como o personagem de Clooney, faz um bom contraponto a ele não sendo caricato demais.

Também há as participações de Jeff Bridges e Kevin Spacey, ambos irretocáveis como, respectivamente, mentor e rival de Clooney nas memórias de seu personagem e cuja presença no fim do filme acaba sendo uma grata surpresa.

O diretor Grant Heslov, amigo de George Clooney e mais conhecido por atuar em papéis coadjuvantes no cinema e na TV, não decepciona como diretor, mostrando firmeza ao estabelecer o tom do filme, sabendo posicionar a câmera e acertando muito bem o tempo das piadas com planos e contra-planos reveladores.

Ótimo também foi o trabalho da produção ao transformar as locações no Novo México em cidades e desertos iraquianos com competência o suficiente para serem aproveitados nos belos planos abertos escolhidos pelo diretor de fotografia. Lindas paisagens desérticas.

Sem falar na trilha sonora bem sugestiva e empolgante que surpreende e faz rir em vários momentos.

Se for obrigado a citar algo decepcionante diria que na telona a comédia enfraquece a denúncia feita no livro original. Mesmo que no início do filme a frase “Há mais verdade nisso do que você acreditaria”, venha estampada em destaque soando quase como um mea culpa do diretor ao fim da película.

Um bom filme com um elenco bem talentoso (três ganhadores de OSCAR) que não decepciona e diverte bastante. 

Pena que, mesmo com um elenco estelar, foi subestimado nas estréias dos cinemas no Brasil, sendo assistido por pouquíssimas pessoas. Uma mostra de como um filme pode ser prejudicado se não houver divulgação. E esse vale a pena ser conferido.

Recomendado.

Valeu!

4 comentários:

Estela disse...

Uma vez, sua Tia Gó encarou um carneiro...
Bjs.

mig disse...

assisti este filme na época e não havia me chamado atenção devida...porém por acaso o vi novamente na televisão e me impressionei com a história e as interpretações...mas o q mais gostei foi a trilha sonora, bastante eclética e agradável...se possível gostaria de sabe-la por inteiro...obrigado...migueljpanno@hotmail.com

luiz eduardo scartezini disse...

Olha, já é a 3ªvez que vejo esse filme e confesso que gosto mto do mesmo! Gostaria na verdade de saber o nome da Banda e o nome da música (que parece um Rock!), mas acho essa música maravilhosa! Vcs poderiam me ajudar? Meu e-mail é: eduscartezini1@hotmail.com Mto obrigado

luiz eduardo scartezini disse...

Gostaria mto de saber o nome da Banda e o nome da música desse filme "os homens que encaravam cabras"! É uma música antiga, mas maravilhosa e ficaria mto agradecido se puderem me ajudar! Mto obrigado e sucesso pra vcs...

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